Bússola Virtual

storytelling

Por trás de qualquer storytelling é necessário um bom texto. Um bom roteiro. E uma história envolvente para contar e encantar as pessoas.

O conselho para obter fluência é ler muito e de tudo. Mas por onde começar? Quais são as referências certas? A verdade é que não existe certo ou errado no universo da leitura/escrita. Se você lê com o objetivo imediato de extrair algo para seu storytelling, é provável que a frustração tome conta de seu processo criativo.

Embora as referências para storytelling ainda estejam um pouco primaturas, é necessário observar além da academia.

Um bom manual para quem deseja compreender a arte de contar histórias e articular palavras é o livro de Malcolm Gladwell, “O que se Passa na Cabeça dos Cachorros”.

O livro reúne diversas reportagens de Gladwell publicadas na The New Yorker, divididas em três seções, as histórias vão de um perfil de Cesar Millan, o encantador de cachorros, até uma leitura improvável da indagação “porque existem diversos tipos de mostarda, mas só um tipo de ketchup?”.

O livro permite ainda aprender o modo como se constrói uma narrativa e a composição de personagens e enredos. Um mestre da observação, Gladwell aconselha: “O truque para encontrar boas ideias é se convencer de que todo mundo e todas as coisas têm uma história para contar. Nosso instinto como ser humano é supor que a maioria dos assuntos não é interessante. Um bom escritor, porém, deve lutar contra esse instinto todos os dias”.

Aí vai uma boa indicação para quem deseja contar a história de uma marca com imaginação, narrativas que unem razão e emoção, e sobretudo, um conceito ORIGINAL. 

Esse post foi uma contibuição da Camila Borja. Em breve teremos mais textos bacanas da Camila aqui no blog. =)

Obrigada pela indicação do livro e pelo post!  Gostei bastante, não conhecia o livro e já está na minha lista de leitura. Para quem gostou da recomendação e quer saber um pouco mais sobre a história, clique aqui para explorar uma parte do conteúdo do livro.

storytelling

 

EI, PRA QUE DEIXAR ESSA HISTÓRIA APENAS EM SEU PENSAMENTO?!

ME CONTA ESSA HISTÓRIA VAIIII!

Conta aí nos comentários. Quanto mais imagens acima usar para contar a história, mais engraçada fica. 

 TENTA AÍ.

EU JA CONTEI A MINHA, CONFIRA!

Como diz Seth Godin, uma GRANDE HISTÓRIA DE SUCESSO é aquela capaz de capturar a imaginação dos públicos.

Para isso, é importante que a história seja VERDADEIRA. Isso NÃO quer dizer que ela tem que ser factual, mas sim, consistente e autêntica. MINTA para seu público e você verá rapidamente o resultado #fail de sua ação.

Uma grande história tem que ter uma PROMESSA agregada. Pode ser uma promessa de divertimento, segurança ou de ajuda – seja o que for – essa promessa precisa ser OUSADA E AUDACIOSA. Se não for excepcional, porque vale a pena ouví-la?!

Uma grande história deve vir carregada de CONFIANÇA. Sim, a confiança é o recurso mais escasso que temos, não é mesmo?! Ninguém confia em ninguém. Você confiaria numa mulher distribuindo vodka numa esquina?! E nos porta-vozes em anúncios publicitários? Mas e se eu, através de uma boa história, recomendasse um certo produto para você?! QUEM CONFIARIA EM MIM?! VOCÊ CONFIARIA?! É fato, as pessoas confiam muito mais na opinião de outras pessoas, familias, amigos e amigos de amigos do que em propagandas/comerciais/mulheres nas esquinas. Lembre-se: UMA MARCA NÃO CONSEGUE CONTAR UMA BOA HISTÓRIA A MENOS QUE ELA TENHA CREDIBILIDADE NECESSÁRIA PARA CONTAR ESSA HISTÓRIA.

SUTILIZA. Essa palavra por si só já diz tudo. Uma boa história não é aquela que você tem que ANUNCIAR O FINAL DA PIADA, não é mesmo?! Surpreendentemente, os detalhes são os pontos fundamentais de uma história. Um comercial de talento, por exemplo, é aquele que permite que cada pessoa tire suas próprias conclusões no final.

Lembre-se que grandes histórias acontecem RAPIDAMENTE. As primeiras impressões são muito poderosas.

Não. Não ache que para ser grande, uma história precisa vir recheada de oito páginas todas coloridas. Ou que deve ser contada pessoalmente. É fato que: OU O PÚBLICO ESTÁ PRONTO PARA OUVIR OU NÃO ESTÁ A FIM.

Grandes histórias não apelam para a lógica, você sabia?! Elas apelam para nossos SENTIDOS. Uma pessoa decide se gosta da outro depois de apenas uma “fungada”, certo?!

#FAIL é achar que uma grande história pode ser destinada a todos. NÃO, NÃO. Entenda que: algumas pessoas irão ignorar sua história. Isso acontece pelo simples fato de que as pessoas tem pontos de vista diferentes em relação a vida e a outras pessoas. Se você destinar sua história para todos ela não será especial para ninguém. AS HISTÓRIAS MAIS EFICAZES CORRESPONDEM À VISÃO DE MUNDO DE UMA PEQUENA AUDIÊNCIA E, EM SEGUIDA, ESSA MESMA AUDIÊNCIA ESPALHA SUA HISTÓRIA.

SIM, NÃO, TALVEZ. UMA GRANDE HISTÓRIA NÃO DEVE SE CONTRADIZER. Se o restaurante está no local correto, mas seu menu não corresponde ao divulgado. VOCÊ PERDE. NÃO SE ESQUEÇA: Os consumidores são inteligentes e não gostam de serem enganados. ELES NÃO CAIRÃO NO ERRO OUTRA VEZ, E VOCÊ PODERÁ PERDER A CONFIANÇA DELES.

E, acima de tudo, uma grande história tem que fazer parte de nossa visão de mundo. As melhores histórias não ensinam as pessoas nada de novo, você sabia?! Em vez disso, as histórias mais lembradas estão de acordo com o que o público acredita. Assim, elas fazem com que esses públicos sintam-se mais inteligentes e seguros ao acharem que estão sempre certos.

Releitura do texto: How to tell a great story, de SETH GODIN.

VOCÊ FARIA UM STRIP PARA GANHAR UM CARRO?!

É isso mesmo. Para promover o novo compacto conversível – Renault Wind Roadster – a Renault do Reino Unido lançou uma campanha pra lá de inusitada.

A campanha chamada – “12 Seconds Strip” – desafiava os consumidores a fazerem um strip em apenas 12 segundos. Mas calma… não tem nada de sensual ou pornográfico. Era apenas uma brincadeira em que os consumidores deveriam trocar as roupas de inverno e ficarem “prontos para o verão” – sem ficar nus, é claro! O vídeo mais criativo ganharia nada mais, nada menos, que um maravilhoso Wind Roadster!

Ficou curioso do porque o vídeo deveria ter 12 segundos?!

A campanha se aproveitou de um diferencial do carro: o fechamento automatizado da capota dura apenas 12 segundos, sendo o mais rápido de sua categoria.

A ótima ação criada pela Publicis London traduz claramente a frase: “Não devemos fazer alguém ouvir. Devemos atrair, inspirar, estimular, persuadir e fascinar”. Boas histórias e entretenimento nos chama atenção e faz toda diferença no relacionamento com os públicos.

A verdade é que, além de divertida, a campanha gerou um grande buzz em torno da marca e contou com: site, comercial, ações em shoppings, ruas e outros lugares movimentados.

Confira o comercial da campanha e o vídeo do grande vencedor:

# Fonte: Y2

#Frase via: ESPM Slideshare

 NÃO, NÃO SOU UMA MÍDIA. MAS GOSTO DE PENSAR QUE SOU UMA.

mulher tv

Aquela mídia participativa, que permite a colaboração, aquela que conta histórias e gera uma experiência diferente para seus públicos. Uma mídia 360 graus, que dialoga com as pessoas e vai crescendo por conta delas. Aquela mídia amiga, que sabe ouvir diferentes pessoas e trás sempre ideias inovadoras. Uma mídia social cercada de amigos com suas mais diversas personalidades, afinidades e histórias.

Bom, já que não posso ser uma mídia, escolhi ser uma Relações Públicas. Sabe para que? Para criar diferentes maneiras de fazer com que as pessoas conversem sobre seus interesses. Para criar um relacionamento de longo prazo com essas pessoas. Para fazer com que elas espalhem suas histórias. E porque não… para ouvir atentamente as opiniões e diálogos existentes por todas as redes?

Quero poder ir além do que está na superfície dessas redes. Quero tornar essenciais os verbos dialogar, ouvir e relacionar. Quero responder as vozes na internet, tornando a comunicação interativa, sincera e natural. Quero identificar tendências culturais e extrair delas ideias inovadoras para engajar pessoas.

 Já que sou uma RP, quero participar ativamente da construção dessa nova forma de comunicação – multiplataforma, dinâmica, instantânea, interativa, colaborativa e participativa.

Estamos vivendo uma época de constantes transformações, onde todos, de uma forma ou de outra, estão contribuindo para a construção de uma sociedade mais participativa, baseada na inteligência coletiva e nos relacionamentos construídos em escala global.

Parafraseando Jenkins (2009): Bem-vindo à cultura da convergência! Onde os indivíduos estão a todo o momento – publicando, remixando e produzindo conteúdos diversos; interagindo um com os outros; narrando, inventando e buscando novas histórias. Tudo isso em diversas plataformas midiáticas, em toda e qualquer parte do mundo, em tempo real e porque não ao mesmo tempo e através da inteligência coletiva de milhares de outras pessoas.

Não. Esse não é um post sobre convergência tecnológica – sobre como os Tablets ou Iphones irão revolucionar nossas vidas. Também não é um post sobre como os meios de comunicação emergentes irão fazer com que os meios tradicionais desapareçam. Esqueça esses conceitos. Estamos falando aqui da convergência como processo cultural, a convergência construída pelas e por pessoas.  

cultura da convergência

Estamos nos referindo aos comportamentos convergentes que ocorrem individualmente ou nas interações sociais. Aos meios de comunicação – tradicionais e emergentes – que se complementam e se unem para criar um universo de histórias e proporcionar novas experiências para os indivíduos. Ou seja, estamos falando sobre: pessoas, histórias, comportamentos, comunicação, internet, mídia, tecnologia, cultura e claro, relacionamento e relações públicas.

É fato que estamos numa época de constantes transformações, portanto, como afirma Warshaw (apud JENKINS, 2009) temos que escolher uma entre as três opções: temer o novo, ignorar sua existência ou aceitar as transformações e buscar novas maneiras de trabalhar a comunicação e os relacionamentos na cultura da convergência.

Optar por aceitar essas transformações é compreender nossa vida cotidiana. É buscar sempre novas formas para construir o novo. É olhar o mundo sobre outras perspectivas. Ou seja, é estar preparado para ser o profissional da era da convergência.

Você está preparado?!

O Google acaba de lançar sua esperada eBookstore com mais de três milhões de livros eletrônicos no seu catálogo – apenas na sua estreia (os livros disponíveis no momento estão todos em inglês).  

 

Vamos esperar para ver como será a briga com a Kindle Store (da Amazon.com) e com a iBookstore (da Apple).

O acervo da Google eBookstore possui títulos clássicos e também  best-sellers recentes. A loja conta com o apoio de mais de 35 mil editoras e 4 mil publicações parceiras. Além disso, possui integração com o Google Books, que existe desde 2004 e este sim, conta com muitos títulos em português.

Para o Google, essa estreia  “é só o começo”.

 
 
google
Confira o vídeo – Introducing Google eBooks:

Prí Loredo

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